MERCADO
O crescimento das empresas financeiras digitais está baseado no fato de que elas facilitam o relacionamento com consumidores, incrementado pelo público que começa aderir aos seus serviços (futuros prospects).
Na Europa, por exemplo, os challenger banks têm sido impulsionados pelas regulamentações de Open Banking e se instalaram em grande número no Reino Unido, que oferece oportunidades para modelos não tradicionais de negócios (histórico como early adopter no digital banking). Atualmente, são mais de 100 organizações que atuam também em continentes como Ásia e no próprio mercado financeiro sul-americano.
Comparativamente aos Bancos tradicionais, os neobanks têm a vantagem de apresentar uma forma inovadora na gestão dos serviços financeiros, obtendo maiores índices de competitividade na prospecção e captação de clientes.
Embora o market share dos neobanks não esteja perto dos grandes Bancos – que ainda detêm maior parte do mercado –, a migração de usuários para as contas digitais começa a ser expressiva.
Para os neobanks não existe a mesma quantidade de instruções normativas e regulatórias impostas aos Bancos em suas operações financeiras. A total ausência de taxas e o desenvolvimento de interfaces que interagem com as gerações adeptas ao mobile, acabam se tornando em tarefas mais fáceis para os challenger banks que, por exemplo, não contam com as agências físicas tradicionais que tornam os procedimentos mais lentos e burocráticos.
A adoção de várias soluções automatizadas para agilizar a interação com os usuários, além do aumento da taxa de conversão no onboarding de novos clientes, devem ser as principais metas dos challenger banks e das fintechs ao longo dos próximos anos.
De qualquer forma, os neobanks enfrentam a forte concorrência dos Bancos já consolidados no mercado financeiro e que têm extensa base de clientes. Para tanto, deverão estar preparados para os desafios, no que diz respeito, dentre outros, às empresas sem core financeiro, mas que se arriscam nesse segmento de mercado. Além disso, existe uma parcela significativa de consumidores que ainda demonstra certa resistência ao adotar os produtos digitais no seu cotidiano.
O aumento das parcerias dos Bancos tradicionais com os neobanks torna-se essencial para que ofereçam serviços mais inovadores, trazendo vantagens e benefícios para as instituições financeiras de um modo em geral.
Na contramão de todo esse crescimento, oportuno destacar o fato de que os primeiros neobanks ficaram grandes e não conseguem manter o mesmo nível de personalização que os tornaram atrativos no mercado financeiro.
Os precursores desse mercado no país – sejam como instituições financeiras ou fintechs – foram: Banco Original, Nubank e Neon. Outros vieram depois, tais como: Superdigital, Banco Inter e Next. Há que se destacar ainda: BS2, C6 Bank e Agibank.
Existem os neobanks internacionais que incluíram a América Latina em seus planos de expansão (Exemplos: N26 e Revolut).
Fontes: Karina Menezes | idwall | Diário do Comércio |